
Você já ficou sem palavras diante de algo muito grande?
Não sem palavras de tristeza. Sem palavras de espanto. O tipo de silêncio que acontece quando você se depara com algo que é tão maior do que você que as categorias somem.
O Salmo 8 começa e termina com a mesma linha: "Ó Senhor, Senhor nosso, como é magnífico o teu nome em toda a terra!" (v.1, 9). Isso não é acidente literário. É estrutura intencional. O salmo inteiro está dentro desse enquadramento. Tudo o que Davi descreve, os céus, a lua, as estrelas, a fragilidade humana, a dignidade dada por Deus, existe dentro da moldura do nome.
E esse nome é o que fica quando o resto passa.
Eu descobri isso numa noite ruim. Tinha tentado orar e nada saiu. Havia cansaço, confusão, o tipo de vazio que não responde a versículo decorado. E a única coisa que eu consegui fazer foi ficar quieto e deixar que o nome existisse no silêncio.
Não foi experiência espiritual intensa. Não teve choro nem euforia. Foi só reconhecer que Deus continuava sendo Deus enquanto eu estava confuso.
E foi suficiente.
O nome de Deus não precisa da sua voz pra ser majestoso. Mas quando você consegue pronunciá-lo mesmo nos dias difíceis, algo se alinha de dentro pra fora.
Senhor, que o Teu nome seja o que fica quando as palavras somem. Que eu aprenda a sustentar o coração nele antes de sustentar em qualquer outra coisa.
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