
O Salmo 131 tem três versículos.
É um dos mais curtos do livro. E um dos mais difíceis de viver.
"Senhor, o meu coração não é soberbo, nem os meus olhos altivos; não ando em grandezas nem em coisas demasiado maravilhosas para mim." (v.1).
Davi está descrevendo algo específico: a recusa de carregar o que não é seu. A decisão de não inflar o próprio escopo de responsabilidade além do que cabe a um ser humano.
E então a imagem do versículo 2: uma criança desmamada no colo da mãe. Não bebê faminto que ainda exige. Criança que já recebeu e agora simplesmente está. Quieta. Satisfeita. Sem agenda.
Eu sou péssimo nisso.
Tenho uma tendência a expandir o escopo do que considero minha responsabilidade até incluir coisas que claramente não cabem em mim. O futuro que não posso controlar. As escolhas de outras pessoas. Os resultados que dependem de fatores que estão fora do meu alcance. E carrego tudo isso como se fosse obrigação.
O Salmo 131 não é sobre não se importar. É sobre saber o tamanho do que você é. É reconhecer que você é finito e que isso não é defeito, é design.
Largar o que não é seu não é irresponsabilidade. É a única forma de descansar de verdade.
O que você está carregando que nunca foi seu pra carregar?
Senhor, que eu aprenda o tamanho do que sou. Que eu pouse o que não cabe em mim e descanse no Teu colo como criança que não precisa mais exigir.
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